Estenose lombar extensa e multissegmentar: prioridades para um tratamento eficaz e seguro
  • 13/04/2026

Estenose lombar extensa e multissegmentar: prioridades para um tratamento eficaz e seguro

“É importante definir com precisão o alvo clínico principal e utilizar adequadamente os recursos endoscópicos modernos”, apontam Edward Robert e Renato Bastos, ortopedistas especialistas em cirurgias endoscópicas.

Estenose lombar extensa e multissegmentar 

Refere-se a um estreitamento do canal vertebral (onde passam os nervos) que afeta múltiplos níveis da coluna lombar.

Por ser abrangente, tende a causar sintomas mais significativos, entre eles dor, fraqueza e limitação na mobilidade, além de compressão nervosa em diversos pontos. 

Histórico clínico

Caso do paciente, 86portador da patologia, tanto central, quanto lateral, com alguns pontos de compressão extremamente acentuada, chegando quase à obliteração total da luz do canal lombar, o que representa um grau severo e crítico de estenose espinhal.  

Atendido no ambulatório da OrtoCenter, os doutores Edward Robert e Renato Bastos, diagnosticaram:

“Apesar da gravidade anatômica multissegmentar, a manifestação clínica predominante, concentrava-se no membro inferior direito, especialmente, na face anterior e lateral da coxa, em seus segmentos proximal e médio, configuração compatível com sofrimento radicular das raízes L3 e L4, à direita”.

Ponto de vista neurológico

paciente apresentava não apenas alterações sensitivas superficiais e profundas, como também, déficit motor, que comprimia o quadríceps direito.

“Como sabemos, o quadríceps recebe inervação das L2L3 e L4 sendo, que, a L4 é a mais importante na sua função motora. Dessa forma, a correlação entre o quadro clínico e os exames de imagem, mostrava de forma bastante clara que, a compressão radicular em L3 e L4, à direita, era a principal responsável pela sintomatologia incapacitante do paciente”, destacam os médicos.

Planejamento cirúrgico

O fator decisivo, foi o alto risco clínico do paciente, em razão das diversas comorbidades apresentadas.

Inicialmente, os cirurgiões pensaram em uma abordagem endoscópica com progressão em direção ao canal central, visando a liberação dos recessos laterais por via interlaminar.

“Entretanto, por se tratar de um procedimento potencialmente mais prolongado, dentro da técnica endoscópica, para este caso específico, optamos por uma estratégia mais objetiva, menos agressiva e mais segura: a via transforaminal, direcionada, exclusivamente, à descompressão seletiva das raízes L3 e L4, à direita, justamente as responsáveis pela maior parte da dor e do déficit funcional”, ressaltam.

Endoscopia para estenose lombar extensa e multissegmentar em 08.04, às 7h

Ponto de vista anestésico

procedimento foi realizado com a Técnica Raquianestesia ("Raqui"), complementada por anestesia local com lidocaína em todo o trajeto do endoscópio, desde a região lateral paramediana, até o forame vertebral de L3 e L4.

“Esta escolha anestésica não foi casual, mas, sim, orientada de maneira criteriosa pela Clínica Médica e pela Cardiologia, que formalmente recomendaram a não realização de anestesia geral, em razão do risco clínico do pacienteque permitiu segurança e adequada tolerância intraoperatória”, justifica o doutor Bruno Rangelanestesiologista da equipe.

Medições pré-operatórias

Baseadas na Ressonância Magnética, os cirurgiões definiram um acesso lateral, situado a 12 centímetros do plano sagital mediano. Ou seja: um corte vertical imaginário que passou, exatamente, no centro do corpo, dividindo-o em duas metades simétricas: direita e esquerda.

“Por essa via, alcançamos a região externa do forame de L3 e L4à direita, realizamos a descompressão com retirada completa do recesso lateral, trabalhamos ao nível do pedículo, ressecamos o ligamento amarelo com progressiva identificação e liberamos as estruturas neurais comprimidas”, acrescentam os doutores Edward Robert e Renato Bastos.

Fim do procedimento com sucesso

equipe cirúrgica obteve a liberação total e satisfatória das raízes L4 e L3, à direita, e a descompressão efetiva dos elementos neurais responsáveis pelos sintomas do paciente.

“Este caso demonstra com bastante clareza a importância da individualização da estratégia cirúrgica, sobretudo em pacientes idososfrágeis e com múltiplas comorbidades”, comemoram.

Participaram da Endoscopia para estenose lombar extensa e multissegmentarEdward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center