3 raízes, 2 acessos e 1 desafio: descobrir a causa da dor
  • 07/08/2026

3 raízes, 2 acessos e 1 desafio: descobrir a causa da dor

“O nosso maior desafio, não foi operar. Foi, diagnosticar em qual nível causava a dor na paciente”, justificam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos da equipe OrtoCenter.

Quadro clínico

Paciente, 44, atendida no ambulatório da OrtoCenter, relatou aos médicos:

“Há muito tempo, sinto dor intensa no membro inferior esquerdo. Ela teve início na região glútea, irradiou para a face posterior da coxa, panturrilha e peito do pé esquerdo”.

A paciente disse ainda que os sintomas se estendiam para a face anterior da coxa esquerda, causando hipoestesia, ou seja: diminuição de força para extensão da perna, dormência e sensação de pele anestesiada.

Exame físico

Diante do quadro descrito acima, os médicos, no decorrer da consulta, observaram comprometimento de três raízes nervosas distintas e explicam:

A L4, responsável pela sensibilidade da região anterior da coxa e pela musculatura do quadríceps; a L5, caracterizada pela sintomatologia na face lateral da perna e região dorsal do pé; e a S1, responsável pela dor irradiada para a região posterior da coxa, panturrilha e parte distal do membro inferior”.

Tratamento conservador

Como de rotina no serviço ambulatorial da OrtoCenter, foram indicadas a paciente, medidas não cirúrgicas, entre elas exercícios terapêuticos, Fisioterapia e medicamentos, porém, sem resposta clínica satisfatória.

Com a persistência dos sintomas e a incapacidade funcional da paciente, os doutores, Edward Robert e Renato Bastos, indicaram tratamento cirúrgico por via endoscópica.

O grande desafio deste caso

Estabelecer qual nível seria responsável pelos sintomas predominantes.

Vale ressaltar, que a estratégia dos cirurgiões, sempre se baseia em dois pilares fundamentais: o primeiro, o exame físico detalhado e o segundo, a correlação com os exames complementares, especialmente, a Ressonância Magnética e a Eletroneuromiografia.

“O resultado da Eletroneuromiografia, evidenciou comprometimento importante da raiz L5. Entretanto, o exame físico, demonstrou sinais inequívocos de comprometimento das raízes L4, L5 e S1, complementam.

Segundo Edward Robert e Renato Bastos, para tornar a decisão cirúrgica ainda mais complexa, a RM demonstrou hérnia discal nas L4 e L5 e, outra hérnia, nas L5 e S1.

“Surge, então, a pergunta, que, frequentemente, enfrentamos na cirurgia da coluna: qual nível deve realmente ser abordado? L4 e L5 ou L5 e S1? Quando as raízes doem qual delas é a culpada?

Segurança do paciente

Por essa razão, que, o exame físico criterioso, a reavaliação clínica em diversas consultas e, a revisão minuciosa dos exames, são fundamentais para um planejamento detalhado das etapas, antes do procedimento,

Estratégia cirúrgica

Após criteriosa revisão das imagens, inclusive, pouco antes do ato operatório, os cirurgiões, verificaram importante estenose do recesso lateral, em L4 e L5, à esquerda, associada à presença de um cisto sinovial da articulação facetária nessas raízes, além de uma hérnia discal, comprimindo a L4.

“Concluímos, então, que a sintomatologia da raiz L4, era justificada pela hérnia discal foraminal. O comprometimento da L5, explicado, pela associação entre a hérnia discal, a estenose do recesso lateral e a medialização (compressão de estruturas anatômicas), provocada pelo cisto sinovial sobre o ombro da raiz nervosa”.

Dessa forma, todo o exame físico, encontrava perfeita correlação anatômica com as alterações observadas em L4 e L5, não sendo necessário abordar o nível L5 e S1.

Cirurgia endoscópica da coluna vertebral: interlaminar + transforaminal, em 30.06

“Optamos, portanto, pela realização de um duplo acesso, em L4 e L5, à esquerda, assinala Edward Robert e Renato Bastos.

1ª etapa: acesso interlaminar (via cirúrgica minimamente invasiva realizada pelas costas)

Os cirurgiões promoveram ampla descompressão das raízes L5 e S1, com ressecção das estruturas compressivas, incluindo o cisto sinovial e a estenose do recesso lateral.

2ª etapa: acesso transforaminal (técnica cirúrgica minimamente invasiva usada na coluna lombar.

Permitiu adequada descompressão do forame (canal por onde os nervos saem da coluna) e da raiz L4, com tratamento da hérnia discal foraminal.

Um tipo de lesão que ocorre no forame intervertebral, o espaço por onde os nervos saem da coluna para o resto do corpo. Como essa área é muito apertada, ela costuma causar forte compressão do nervo.

Término do procedimento

“Após cerca de 2h20min, conseguimos finalizar com sucesso ambos os acessos. Obtivemos ampla descompressão das estruturas neurais comprometidas e preservamos ao máximo os tecidos sadios, conforme os princípios da cirurgia endoscópica minimamente invasiva”, comemora a equipe cirúrgica da OrtoCenter:

Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

CONVITE:

Convidamos médicos e pacientes a revisarem as imagens deste caso em nosso portal ortocenter.com.br.

Cliquem no menu superior, à direita, opção Vídeos, posteriormente, Cirurgias, onde encontram-se disponíveis os registros deste procedimento.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

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