Hérnia de disco nas raízes L4 e L5? Procedimento endoscópico descomprime
  • 10/07/2026

Hérnia de disco nas raízes L4 e L5? Procedimento endoscópico descomprime

“Com a Endoscopia via interlaminar, tratamos as hérnias discais dos nossos pacientes com menos dor e recuperação mais rápida”, asseguram Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões especialistas no procedimento.

Histórico clínico

Paciente, 56, atendido no ambulatório da OrtoCenter, relatou aos médicos: “Há mais de 10 anos sinto dor na região glútea, face anterior da coxa e lateral da perna, que irradia até o tornozelo do lado direito”.

O comprometimento simultâneo em ambos os lados, observado por Edward Robert e Renato Bastos, não deixou dúvidas de que as raízes - emergente L4 e descendente L5 - estavam envolvidas.

“Dessa forma, a principal hipótese anatômica, é o comprometimento localizado no espaço L4-L5, à direita, especialmente, na região axilar das raízes, geralmente, provocado por uma hérnia discal”, acrescentam.

Tratamento conservador

O paciente, ao longo do tempo, realizou todas as abordagens não invasivas possíveis, entre elas fisioterapia, medicamentos e mudanças no estilo de vida.

No decorrer dos anos, sem melhora significativa e com piora clínica progressiva, a transição para modalidades mais avançadas de tratamento tornou-se essencial.

Exame físico

Na etapa essencial da consulta médica, o paciente apresentou quadro compatível com claudicação neurogênica, ou seja, dificuldade e dor para caminhar e cansaço no membro inferior direito.

“Além de episódios ocasionais de falseio do quadríceps e alteração do reflexo patelar (resposta neurológica involuntária, testada ao bater o tendão patelar logo abaixo do joelho). Sintomatologias conciliáveis com o comprometimento radicular da L4”, descrevem os doutores.

Em algumas manobras, com o paciente em decúbito ventral, os médicos, também, observaram positividade para o teste de Lasègue invertido, reproduzindo a dor irradiada durante a flexão do joelho.

Teste de Lasègue invertido

Ou, teste de estiramento do nervo femoral, avalia a compressão das raízes nervosas lombares superiores.

Exames complementares

Para confirmar hipóteses, descartar diagnósticos e monitorar o tratamento, Edward Robert e Renato Bastos, solicitaram ao paciente: Eletroneuromiografia, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução tridimensional.

Vale ressaltar, que, todos esses exames de imagem, demonstraram comprometimento paralelo das raízes L4 e L5, confirmando a localização previamente sugerida pelo exame clínico.

“A Ressonância Magnética, em especial, evidenciou volumosa hérnia discal póstero-lateral direita com migração caudal do fragmento extruso e importante comprometimento do recesso lateral, justificando a compressão da raiz descendente L5”, complementam.

Fragmento extruso

Refere-se ao material gelatinoso do núcleo pulposo que extravasou, após a ruptura total da camada externa do disco intervertebral (ânulo fibroso).

É um estágio avançado de hérnia de disco, onde o tecido vazado é mais largo na base do que na sua conexão com o disco.

A análise detalhada dos exames pelos médicos, antes da cirurgia, mostrou que não se tratava apenas de uma hérnia discal extrusa que ocorre quando o núcleo do disco intervertebral rompe a camada externa e extravasa.

Havia, também, importante hipertrofia do ligamento amarelo (espessamento natural ou inflamatório do tecido elástico que estabiliza a coluna), contribuindo para estenose significativa do canal vertebral tanto central, quanto lateral.

Diante do quadro descrito, a equipe indicou procedimento cirúrgico.

Descompressão endoscópica por via interlaminar em 07.07

Complexidade do procedimento

1ª etapa:

Teve início no V-point de L4-L5, marco anatômico crucial na cirurgia endoscópica da coluna.

“Realizamos a drillagem parcial (técnica cirúrgica minimamente invasiva) da lâmina inferior da L4 e superior de L5, com progressão lateral para executarmos a hemi-facetectomia parcial, ressaltam os especialistas em coluna.

Objetivo

Ampliar o acesso ao recesso lateral para facilitar, posteriormente, a retirada da hérnia discal.

De acordo com os cirurgiões, a estratégia foi utilizar instrumental específico para estenose, permitindo acelerar a fase inicial da descompressão óssea.

Após a retirada parcial do ligamento amarelo, confirmaram o espessamento, previamente identificado na Ressonância Magnética.

Além de hipertrofiado, o ligamento apresentava consistência endurecida e encontrava-se intensamente aderido à face posterior da dura-máter.

“Trata-se da mais externa, espessa e resistente das três membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Fator que nos exigiu extrema delicadeza, durante toda a sua remoção”.

Prosseguindo o ato cirúrgico, optaram, então, por avançar para a região mais distal do espaço interlaminar, buscando um plano anatômico menos comprometido.

“Essa estratégia, permitiu, que, identificássemos áreas onde a anatomia estava relativamente preservada, facilitando, posteriormente, a progressão em direção cranial para liberarmos com segurança a raiz L5”.

2ª etapa – 1h de procedimento

“Modificamos a ótica cirúrgica. De início, a interlaminar, para identificarmos anatomicamente, as estruturas neurais”.

Depois de estabelecido o acesso seguro ao canal vertebral, retornaram à óptica degenerativa, para darem continuidade a descompressão.

3ª etapa – 2h20m de procedimento

Conseguiram identificar, completamente, a hérnia localizada na região axilar. Retiraram o fragmento extruso e parte do disco degenerado.

“Concretizamos a cauterização criteriosa do plexo venoso de Batson. Reduzimos, significativamente, o sangramento intraoperatório o que nos permitiu excelente visualização do campo cirúrgico durante toda a descompressão”, comemoram.

Plexo venoso de Batson

Também conhecido como plexo venoso vertebral interno. É uma rede de veias do corpo humano que não possui válvulas.

Essa característica, permite que o sangue flua em qualquer direção, funcionando como uma rota alternativa para a disseminação de células cancerígenas (metástases) e infecções entre a pelve e a coluna vertebral.

Prosseguindo a cirurgia, com a retirada parcial do ligamento amarelo remanescente conseguiram a descompressão completa tanto da raiz descendente L5, quanto da emergente L4.

Término do procedimento

Ambas as raízes, apresentaram excelente mobilidade e sem evidências de compressão residual”, asseguram.

A OrtoCenter agradece aos cirurgiões ortopédicos, Edward Robert e Renato Bastos, ao anestesiologista, Leonardo Ferreira e à instrumentadora cirúrgica, Marisa Brandão. A dedicação e competência da equipe foram fundamentais para o sucesso deste procedimento.

ALERTA!

Pacientes portadores de hipertrofia do ligamento amarelo, frequentemente apresentam doença degenerativa em múltiplos níveis da coluna lombar.

Dessa forma, embora o objetivo cirúrgico tenha sido plenamente alcançado neste segmento, não se pode excluir a possibilidade de futuras abordagens em outros níveis vertebrais caso haja progressão natural da doença degenerativa.

Para maiores informações ou esclarecimentos adicionais, entre em contato com a OrtoCenter por meio das nossas mídias sociais:

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center