Estenose lombar degenerativa tem solução minimamente invasiva
  • 08/07/2026

Estenose lombar degenerativa tem solução minimamente invasiva

“Endoscopia descomprime a raiz nervosa e devolve qualidade de vida ao nosso paciente com 79 anos”, afirmam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos e especialistas no procedimento.

Esse caso vai mostrar que é possível tratar a coluna, em fases, com elevada experiência cirúrgica, planejamento, profundo conhecimento anatômico, segurança e respeito ao tempo do paciente.

Vale ressaltar, que os procedimentos endoscópicos para tratamento das estenoses degenerativas do canal lombar, tanto centrais, quanto laterais — incluindo, quando indicado, a técnica over the top (procedimento cirúrgico minimamente invasivo, realizado por endoscopia) — representam alguns dos mais complexos e tecnicamente desafiadores da cirurgia endoscópica da coluna.

Histórico clínico

Paciente, 79, ao ser atendido no ambulatório da OrtoCenter, queixava-se de dor crônica intensa na região glútea esquerda, face póstero-lateral da coxa, região lateral da perna até o nível do tornozelo.

Os sintomas foram associados à claudicação neurogênica (dormência ou fraqueza nas pernas que surge ao caminhar ou ficar em pé).

Na ocasião, o paciente apresentou quadro compatível ao comprometimento da raiz L5, à esquerda.

Exames de imagem

Sem resposta ao tratamento conservador, os doutores Edward Robert e Renato Bastos, como parte da rotina de investigação, solicitaram ao paciente a Eletroneuromiografia, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada da coluna lombar com reconstrução óssea tridimensional.

Diagnóstico

Segundo os médicos, os exames evidenciaram:

- No nível das raízes L4 e L5, importante estenose da região póstero-lateral do canal lombar;

- No recesso lateral, secundária à associação de artropatia degenerativa facetária, hipertrofia do processo articular, presença de cisto sinovial (cisto facetário);

- E demais alterações degenerativas compatíveis com a faixa etária, determinando compressão significativa da raiz descendente de L5.

Observaram também, total correlação entre os achados clínicos e os exames de imagem e neurofisiológicos.

Anteriormente, o paciente manifestou sintomatologia semelhante no membro inferior direito e submetido a descompressão endoscópica da raiz direita. Com excelente evolução clínica e resolução dos sintomas”, ressaltam Edward e Bastos.

Diante da persistência do quadro atual, os doutores optaram por realizar procedimento cirúrgico minimamente invasivo.

Descompressão endoscópica da estenose lombar em 04.07

Após os cirurgiões identificarem o espaço, via interlaminar, das raízes L4 e L5, introduziram o sistema óptico endoscópico um conjunto de tecnologias usadas para iluminar, visualizar e capturar imagens do interior do corpo ou de cavidades estruturais.

“Procedemos a abertura parcial das lâminas das L4 e L5. Ampliamos o recesso lateral, mediante hemi-facetectomia parcial, o que nos permitiu adequada visualização da raiz descendente L5”.

Após esse procedimento, a raiz L5, foi descomprimida com cuidado em toda a sua circunferência, provocando liberação completa, aproximadamente, no sentido de 9 horas até 3 horas. Sempre mantendo rigoroso controle do sangramento.

“Proveniente do plexo venoso de Batson, uma rede de veias interligadas e sem válvulas que se amplia por toda a coluna vertebral com o objetivo de minimizar sangramento intraoperatório e reduzir a formação de aderências cicatriciais pós-operatórias”, explicam.

Durante o procedimento, a equipe cirúrgica identificou um volumoso cisto facetário, firmemente aderido à face posterior da raiz descendente L5.

“A remoção do cisto foi realizada de forma extremamente cautelosa e progressiva, evitando tensão excessiva sobre a raiz e reduzindo o risco de lesão da dura-máter”

Pós-operatório sem intercorrências

Após, aproximadamente, 2 horas e 20 minutos, os cirurgiões realizaram ampla descompressão da raiz de L5 e do recesso lateral.

“Com adequada mobilidade neural e ausência de compressões residuais, encerramos com sucesso o ato cirúrgico”.

Equipe cirúrgica: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Juliana Cais de Oliveira (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).

Informações adicionais e anatômicas da cirurgia

Estenose do canal lateral

Estreitamento da região onde as raízes nervosas saem da coluna vertebral. Esse aperto é causado principalmente pelo desgaste natural e afeta o recesso lateral.

Recesso lateral 

É o espaço estreito, logo antes do forame (a saída do nervo). A artrose nas articulações (hipertrofia facetária) costuma fechar essa "calha", espremendo a raiz nervosa.

Raiz descendente L5 

É o nervo que passa pelo recesso lateral, antes de sair da coluna e é conhecido como raiz nervosa espinhal. Em exames de Ressonância Magnética (RM) axial (visão de cima), ela aparece comprimida no canto do canal vertebral.

Hemi-facetectomia parcial

Procedimento cirúrgico na coluna vertebral em que uma parte da articulação facetária (responsável pelo movimento e estabilidade) de apenas um lado da vértebra é removida.

Utilizada, principalmente, para descomprimir nervos comprimidos e tratar estenose do canal.

Cisto facetário ou cisto sinovial

É uma pequena bolsa de líquido que se forma devido ao desgaste e frouxidão da articulação. Esse cisto cresce para dentro do canal ou do recesso lateral, gerando uma compressão direta e bem localizada na raiz L5.

Dura-máter

A mais externa, espessa e resistente das três meninges que revestem e protegem o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal).

Estenose lombar tem solução minimamente invasiva. A Endoscopia por via interlaminar é uma técnica indicada para descompressão de raízes nervosas.

Agende sua avaliação com um especialista em coluna lombar da OrtoCenter:  atendimentoortocenter.com

Acesse nossas mídias sociais (YouTube, Instagram e Facebook ), assista os vídeos e compartilhe. 

Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center