Estenose do Canal Lombar: como a Endoscopia da Coluna devolveu qualidade de vida a uma paciente de 73 anos
Com a Endoscopia da coluna, equipe cirúrgica da OrtoCenter, especializada no procedimento, devolve qualidade de vida a paciente idosa.
A paciente, quando atendida no ambulatório da OrtoCenter, por Edward Robert e Renato Bastos, sentia dor intensa na região glútea, na face posterior da coxa e da perna e na região plantar, acompanhada de câimbras frequentes e fraqueza nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente neurogênica).
Além disso, a paciente apresentava dor irradiada para a face lateral da perna e região dorsal do pé o que caracterizava, segundo os médicos, “comprometimento da raiz L5”.
Outro dado clínico relevante, era a dificuldade da paciente em levantar-se da posição sentada, especialmente, durante a extensão do membro inferior esquerdo.
“O quadro clínico sugeriu, também, comprometimento, das raízes L3 e L4, responsáveis pela inervação da musculatura da região anterior da coxa e da raiz S1”, destacam os cirurgiões especialistas em coluna.
Dessa forma, a união dos sintomas das L5 e S1 permitiu, que, os ortopedistas, estabelecessem com segurança, o principal foco patológico, onde as duas raízes coexistem anatomicamente.
Ressonância Magnética
A análise do exame confirmou estenose do canal lombar em múltiplos níveis, sendo mais evidente em L3-L4, L4-L5 e L5-S1.
“Entretanto, considerando a correlação clínico-radiológica, verificamos que a sintomatologia predominante correspondia ao nível L5 e S1, motivo pelo qual optamos pela descompressão endoscópica desse segmento”, justificam os doutores Edward Robert e Renato Bastos.
Endoscopia da coluna vertebral em 22.07
Durante o procedimento, a equipe utilizou instrumental específico para tratamento da estenose do canal lombar.
“Realizamos ampla descompressão, incluindo abertura parcial da lâmina da raiz L5 e da porção superior da lâmina da S1, permitindo adequada exposição das estruturas neurais”.
Os cirurgiões identificaram com nitidez, as raízes S1 e L5 e realizaram, cuidadosamente, a neurólise - procedimento que consiste na liberação ou destruição de estruturas nervosas - ao longo do trajeto da S1 e da região inferior aos processos articulares.
“Efetuamos, ainda, à remoção do ligamento amarelo espesso, conseguindo ampla descompressão das estruturas neurais, com adequada liberação radicular”.
Término do procedimento
Após observada a descompressão do compartimento neural, de forma satisfatória, a equipe cirúrgica não teve dúvida, que a paciente iria apresentar boa evolução clínica e um resultado pós-operatório favorável.
Recuperação
A paciente permanecerá em acompanhamento clínico e reavaliada quanto à evolução dos sintomas e à eventual necessidade de tratamento dos demais níveis degenerativos.
“Sempre fundamentando, qualquer nova intervenção na correlação entre quadro clínico, exames físico e de imagem”.
Possibilidade de um 2º procedimento endoscópico
Os médicos explicaram, detalhadamente, à paciente, que, em razão da estenose lombar multinível, no futuro pode até existir essa chance.
“Particularmente, no nível das L4 e L5, caso permaneçam ou surjam sintomas relacionados à estenose central.
Eles ressaltaram, que, nesse segmento, observa-se importante hipertrofia do ligamento amarelo, artropatia degenerativa facetária bilateral e estreitamento significativo do canal vertebral.
“Contudo, no momento, tais alterações não apresentam correspondência clínica suficiente para justificar abordagem cirúrgica imediata”, asseguram.
Equipe cirúrgica: Edward Robert e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Leonardo Ferreira (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center
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