Artropatia degenerativa avançada da coluna lombar. Artrodese ou procedimento endoscópico?
“De maneira geral, essa decisão depende, principalmente, da característica da dor apresentada pelo paciente”, argumentam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.
Artropatia degenerativa avançada: características da dor
Quando a dor predominante é radicular, desde que não haja múltiplas raízes significativamente comprometidas, a melhor indicação costuma ser a cirurgia endoscópica, com descompressão direcionada.
Por outro lado, quando a dor lombar axial é muito intensa, persistente, não responde ao tratamento conservador e apresenta pouca ou nenhuma irradiação, a indicação pode ser uma artrodese lombar.
Histórico da paciente
Idosa, 76, atendida no ambulatório da Orto Center, relatou aos doutores Edward Robert e Renato Bastos, que vinha sofrendo há bastante tempo com dor, rigidez, inchaço e redução da mobilidade no membro inferior direito.
Para um diagnóstico preciso e monitoramento do tratamento, os médicos solicitaram a paciente exames de imagem como Raios X, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada.
O resultado acusou: Artropatia degenerativa bastante avançada da coluna lombar, associada a estenoses em múltiplos níveis.
“Diante desse cenário, surge sempre a pergunta fundamental: qual seria a melhor indicação cirúrgica? Uma artrodese da coluna lombar ou um procedimento endoscópico? indagam os médicos.
Raiz S1: a mais comprometida
Após análise cuidadosa dos sintomas acima mencionados, eles chegaram à conclusão de que, clinicamente, a S1, era a raiz mais comprometida. Entretanto, um aspecto curioso chamou a atenção dos doutores Edward Robert e Renato Bastos:
“Essa raiz não estava sendo comprimida no nível habitual das L5 e S1, mas, sim no nível das L4 e L5. À primeira vista, isso poderia parecer contraditório, já que, a raiz S1, emerge no nível inferior. Porém, nesse caso, em particular, a compressão ocorria no recesso lateral, associada a uma estenose do canal central em L4-L5.
Nessa situação, a raiz que ainda se encontra dentro do saco dural (membrana resistente (dura-máter) que reveste o canal medular, envolvendo e protegendo a medula espinhal e raízes nervosas) - antes de sua emergência definitiva - pode sofrer compressão dentro do canal vertebral
Essa condição, explica a sintomatologia predominante de S1 apresentada pela paciente, caracterizada por sensação de perna pesada, fadiga ao caminhar, alterações sensitivas e, muitas vezes, algum grau de déficit motor, que nem sempre é percebido pelo paciente, podendo inclusive evoluir com atrofia muscular.
Após um estudo minucioso, correlacionado entre Eletroneuromiografia, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada, a equipe optou por realizar a abordagem cirúrgica no nível de L4 e L5, à direita, por via interlaminar.
Cirurgia endoscópica por via interlaminar em 04.03 às 8h
A técnica minimamente invasiva para hérnias de disco (especialmente L5-S1) e estenoses foi realizada pela parte de trás da coluna, através da "janela" entre as lâminas vertebrais.
O procedimento consistiu na retirada parcial das estruturas compressivas, incluindo parte dos processos articulares, remoção do ligamento amarelo e ampliação do recesso lateral, com o objetivo de promover a descompressão tanto da raiz descendente L5, quanto do canal central.
“Acreditamos, que, ao realizar essa descompressão, os sintomas relacionados à raiz S1 tendem a apresentar melhora significativa. Um ponto extremamente importante nesses casos é orientar adequadamente o paciente no pré-operatório”, destacam Edward Robert e Renato Bastos.
ALERTA!
Vale lembrar, que, em situações de degeneração lombar multissegmentar que nada mais é que o desgaste progressivo e simultâneo dos discos intervertebrais e vértebras em múltiplos níveis da coluna lombar, como neste caso, existe a possibilidade de que esse não seja o único procedimento necessário ao longo do tempo.
“Eventualmente, novas intervenções endoscópicas podem ser indicadas, caso surjam sintomas em outros níveis que não respondam ao tratamento conservador”, finalizam.
Equipe cirúrgica: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center

