Artrodese prévia não é barreira para Endoscopia. É desafio.
Onde a técnica interlaminar sempre vence... Raízes L5 e S1 livres na sexta década de vida do paciente.
60 anos, duas cirurgias na conta. Terceira? Endoscopia interlaminar entrou por outro caminho e tratou a hérnia nova, sem agressão.
“Estamos diante de um caso extremamente interessante e não frequente no dia a dia das cirurgias endoscópicas da coluna vertebral”, afirmam os doutores Edward Robert e Renato Bastos.
Histórico clínico
1º momento: Artrodese lombar nas raízes L4 e L5
Paciente, atendido no ambulatório da OrtoCenter, realizou há alguns anos o procedimento cirúrgico que uniu a quarta (L4) e a quinta (L5) vértebras lombares.
A dor que ele sentia, iniciava na coluna lombar e irradiava ao longo do nervo ciático, até as pernas (sintomatologia da lombociática). Com o tempo evoluiu...
2º momento: Endoscopia a nível de L5 e S1
Paciente, submetido ao procedimento cirúrgico, devido aos sintomas compatíveis com o comprometimento da raiz S1, entre eles dor irradiada da lombar para a nádega, parte posterior da coxa, panturrilha e lateral do pé, acompanhados de dormência e fraqueza muscular.
Avaliação clínica
Através de exames complementares - Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução em 3D, os médicos, observaram:
“Importante processo degenerativo lombar, associado a artrodese prévia em L4-L5, além da presença de hérnia discal póstero-lateral, comprimindo a raiz S1, à direita, em seu recesso lateral”.
Acesso endoscópico interlaminar em 27.05 às 17h
Após criterioso planejamento cirúrgico, a equipe médica optou pela técnica minimamente invasiva, usada para tratar hérnias de disco e estenoses no canal vertebral.
“Utilizamos instrumental específico para estenose lombar, já prevendo a possibilidade de extensa fibrose cicatricial decorrente das cirurgias prévias. E foi exatamente o que encontramos”.
Nos primeiros 3 a 4 centímetros de progressão cirúrgica (evolução lógica do tratamento operatório e à recuperação do paciente), tiveram que vencer a intensa fibrose que recobria toda a região sacral.
Após uma hora de procedimento
“Conseguimos atingir o ligamento amarelo e confirmar a presença de hipertrofia dos processos Articulares Superior e Inferior (SAP e IAP), responsáveis pelo fechamento importante do recesso lateral”.
Associado a isso, os cirurgiões, observaram grande espessamento do ligamento amarelo e pequena hérnia discal póstero-lateral, formando um quadro de compressão radicular severa da raiz S1, à direita.
“Descompressão concretizada, percebemos volumoso plexo venoso ao redor da raiz espinhal, importante edema neural e raiz extremamente hiperemiada, que indicava um aumento extremo do fluxo sanguíneo e dilatação dos vasos em uma região específica”.
O que demonstrava, claramente, o efeito compressivo crônico, ocasionado pela combinação da hérnia discal, hipertrofia facetária e espessamento ligamentar.
Após três horas de procedimento
Os doutores, Edward Robert e Renato Bastos, conseguiram preservar, apenas, a quantidade necessária para manter a estabilidade lombossacra. Ou seja: capacidade da coluna lombar e do sacro de suportar cargas e controlar movimentos, prevenindo sobrecargas e lesões.
“Foi necessária, ainda, a remoção parcial da lâmina vertebral, além de rigoroso controle hemostático durante todo o procedimento. Próximo passo: Seguiremos acompanhando a evolução clínica e a recuperação funcional do paciente”, concluem.
Parabéns, a equipe cirúrgica! Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Leonardo Ferreira (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
Observação importante
Nesse tipo de caso, após procedimentos de Artrodese lombar não é incomum o aparecimento de novas compressões radiculares,
Isso ocorre em muitos pacientes, devido ao fenômeno de hipermobilidade pré ou pós-juncional uma característica relacionada a amplitude de movimento excessivo nas articulações, popularmente chamadas de "juntas".
Os níveis adjacentes à Artrodese, passam a sofrer maior sobrecarga biomecânica ao longo do tempo.
Pacientes submetidos a Artrodeses multiníveis que, posteriormente, desenvolveram hérnias discais foraminais, extraforaminais ou compressões dentro do canal vertebral em níveis acima ou abaixo da Artrodese.
Filosofia da OrtoCenter: Precisão cirúrgica, respeito a sua história e tecnologia a favor de quem já operou.
Compartilhe o conteúdo, acesse nossas mídias sociais (YouTube, Instagram e Facebook ) e confira diversos casos semelhantes ao acima descrito.
Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

