Reoperação de hérnia discal com histórico de complicações
  • 26/08/2026

Reoperação de hérnia discal com histórico de complicações

“Resolvemos com cirurgia endoscópica via interlaminar e liberamos, totalmente, as raízes L5 e S1 que estavam comprometidas”, afirmam Edward Robert e Renato Bastos, especialistas no procedimento.

Histórico clínico

Paciente, 41, operada de hérnia discal ao nível das raízes L5 e S1, sofreu diversas intercorrências no pós-operatório.

Atendida no ambulatório da OrtoCenter, relatou aos médicos:

“Permaneci vários meses com dor crônica intensa em formato de queimação (causalgia), além da força para o meu membro inferior esquerdo ficar comprometida”.

A paciente disse, que, com o passar dos meses o dermátomo (primeiro nervo sacral) da raiz S1, também, ficou comprometido, bilateralmente, e com sintomatologia importante, também, à direita.

Ela comentou ainda sobre sintomas ocasionais no mesmo dermátomo, na região posterior do membro inferior direito.

Histórico médico

Segundo os doutores, Edward Robert e Renato Bastos, durante a entrevista clínica a paciente apresentou sintomatologia para a região lombar e glútea, à esquerda, face posterior da coxa, panturrilha e região plantar, associada a dor, fraqueza e formigamento nas pernas ao caminhar ou ficar em pé (claudicação intermitente de natureza neurogênica) para o membro inferior esquerdo.

“Observando a descrição da paciente, durante nossa anamnese, estávamos diante de um comprometimento predominante da raiz S1, à esquerda e, também, algum grau de comprometimento à direita, destacam.

Exames complementares

Na Ressonância Magnética, os médicos confirmaram a presença de artropatia degenerativa não muito significativa nas raízes L5 e S1, ligada, entretanto, ao comprometimento importante do canal lombar, em sua região posterior e póstero-lateral esquerda.

Deram início ao controle radiológico e traçaram a estratégia cirúrgica.

Procedimento endoscópico por via interlaminar em 21.08

Inicialmente, os cirurgiões realizaram com material específico para estenose. 

“Abordamos, amplamente, o recesso lateral. Efetuamos a retirada óssea bastante importante o que permitiu, posteriormente, a introdução da cânula e a realização das manobras com o Bisel”.

O que é o Bisel

É a ponta angulada, chanfrada ou cortante de um instrumento tubular - como o endoscópio ou uma agulha - projetada para facilitar a penetração nos tecidos, melhorar a visão e proteger estruturas nobres, como as raízes nervosas.

A equipe estava convicta de que existia a necessidade de um esvaziamento completo do recesso lateral, com retirada das aderências, fragmentos e parênquima discal (tecido que forma o disco intervertebral composto, principalmente, pelo núcleo pulposo e pelo anel fibroso.

“Assim como, a necessidade de introdução dos nossos instrumentos pela região anterior à dura-máter - a camada mais externa, espessa e resistente entre as três meninges que protegem o encéfalo e a medula espinhal - para possibilitar a retirada completa da hérnia discal”.

Controle do sangramento

Durante todo o procedimento, os cirurgiões tiveram cuidado extremo com esse detalhe.

“Da mesma forma, principalmente, no início do procedimento, procuramos identificar e utilizar uma região anatômica que não tivesse sido abordada na cirurgia anterior, com o objetivo de facilitar o acesso e aumentar a segurança durante a dissecção” atestam.

Término do procedimento

Após cerca de duas horas e meia, finalizaram o procedimento, conforme pode ser observado no vídeo exibido em nossas mídias sociais (YouTube, Instagram e Facebook)

Equipe: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandao (instrumentadora cirúrgica).

Agende sua avaliação atendimentoortocenter.com 

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ALERTA DE NOSSOS CIRURGIÕES ESPECIALISTAS EM COLUNA!!!!!!!

Importância do planejamento pré-operatório de uma coluna, previamente operada.

Chamamos a atenção dos colegas médicos que acompanham os nossos vídeos, para a importância desse planejamento e do cuidado durante a abordagem de uma coluna previamente operada.

A identificação adequada dos referenciais anatômicos e a estratégia de iniciar o acesso por áreas não antecipadamente manipuladas são fundamentais para a segurança e para o sucesso do procedimento cirúrgico.

Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

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