
O que fazer quando as raízes L3 e L4 da coluna lombar estão comprometidas?
Os cirurgiões ortopédicos, Edward Robert e Renato Bastos, respondem com a apresentação de um caso.
Paciente, 57, atendido no ambulatório da Orto Center, apresentava sintomas múltiplos nas raízes L4 bilateral e L3 à esquerda.
Após análise de exames físico e complementares como a Ressonância Magnética, os médicos chegaram à seguinte conclusão:
“A maneira mais rápida e mais fácil para acessarmos a coluna vertebral e liberarmos essas três raízes será, sem dúvida nenhuma, pelo acesso via transforaminal, ou seja, utilizaremos o forame intervertebral espaço entre as vértebras”.
Planejamento do procedimento cirúrgico
De acordo com relato dos cirurgiões no caso desse paciente, o início será pela região de maior sintomatologia: o lado esquerdo das raízes L4 e L5.
Em seguida, o lado direito no mesmo nível e, finalmente, retornam para esquerda e liberam a raiz L3.
Procedimento realizado em 11.04.2025
Primeira etapa:
Tudo pronto, conforme o planejado pela equipe cirúrgica. Acesso, por via transforaminal, com objetivo de retirar a ponta da SAP (processo articular) o que leva a compressão definitiva da raiz L4.
“Sim, tivemos dificuldade no acesso uma vez, que, a raiz estava com grau de estrangulamento muito elevado o que determinava, sem dúvida, um edema, além da hiperamia aumento do fluxo sanguíneo em um órgão ou região do corpo”, assinalam.
A dificuldade mencionada pelos doutores Edward Robert e Renato Bastos é cautela para tocar o mínimo possível na raiz espinhal diminuindo, assim, a possibilidade de parestesia sensação de formigamento, dormência queimação, coceira ou alfinetadas que até pode ocorrer na face anterior da coxa esquerda.
Segunda etapa:
Dando prosseguimento ao ato cirúrgico, praticamente uma hora depois, toda a equipe entre cirurgiões, anestesista, radiologista e instrumentadora trocaram de lado e liberaram a raiz L3
Trinta minutos após a nova intervenção, agora à direita, conforme o planejamento anterior, as raízes L4 e L5 também foram liberadas ao mesmo nível.
“A dificuldade dessa vez foi bem menor uma vez que a compressão não era tão elevada em relação ao lado esquerdo”, ponderam.
Quanto ao procedimento cirúrgico a nível das raízes L3 e L4, à esquerda, não foi realizado. Os cirurgiões justificam o motivo:
“Além da sintomatologia não ser tão exuberante, o tempo poderia se estender e, certamente, prejudicaria a recuperação do paciente. O próximo passo é analisar o pós-operatório dos níveis liberados”, destacam
Terceira etapa
Para finalizar o procedimento, os cirurgiões especialistas em coluna vertebral realizaram o bloqueio pelo hiato sacral que consiste na infiltração de medicação específica anti-inflamatória.
Este hiato é um orifício no sacro, região final do osso, que permite o acesso ao canal vertebral.
“Com isso, expandimos o espaço por toda a região lombar e diluímos o volume cerca de 20 ml. Alcançamos a emergência das raízes espinhais não só da região sacra como também da região lombar baixa”, finalizam.
Participaram da cirurgia: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel; (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).
Você sofre de dores fortes na coluna lombar ou conhece alguém que sofre? Pode ser que o bloqueio pelo hiato sacral seja apropriado e consiga melhorar a sua qualidade de vida.
Caso precise, procure tratamento com os cirurgiões ortopedistas da Orto Center. Marque a consulta pelo WhatsApp 3861-6477 e tire as suas dúvidas.
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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center